domingo, 3 de janeiro de 2010

A visão de um espectro (por Pedro C.)

Eu sempre quis ter uma vida para viver, mas eu não tenho. “Nossa, como assim?” você vai me perguntar, mas é claro que eu não vou responder (ponha sua cabecinha para funcionar). Uma vez um cabeludo me falou “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”. Confesso que no momento fiquei boquiaberto. É uma frase linda, alias é uma idéia linda, mas a experiência da vida real mostra que não funciona desse jeito (perceba que eu não vivo, no entanto observo as coisas). As pessoas não se amam, não dão valor a própria vida, como vão respeitar a vida dos outros? Aí vem aquele bando de filho da p*** fazendo passeata pela paz, como se essa babaquice adiantasse alguma coisa. Os homossexuais são julgados, são espancados, são oprimidos e bem, adoram uma fofoca, adoram julgar os outros (mas o que podia se esperar de um grupo de pessoas que luta pelos seus direitos fazendo carnaval. Tem como levar a sério? Eu acho que não). Os afro-decendentes. Os caras reclamam, gritam contra o preconceito, mas eles mesmos se menosprezam. Eles mesmos alimentam a ilusão da cota para negros na faculdade pública (isso é um “negros tem menos capacidade intelectual que brancos”, quer preconceito maior que esse?). O centro da sociedade vive para marginalizar todo mundo. Todo mundo vive para marginalizar todo mundo. Ninguém se da conta que o padrão correto social é um conjunto vazio. Ah, eu não sou filósofo, ok? O que eu quero dizer com isso é que não existe possibilidade de alguém amar alguém, porque ninguém ama a si próprio. O ser humano tem essa “qualidade” de olhar em torno, tomar conta dos outros e esquecer completamente da vida dele. A vida é curtíssima, mas é bela e simples e enquanto esse bando de babaca joga fora eu fico aqui sonhando em um dia conseguir uma faísca dela.
Só mais uma coisa, eu vou falar aqui com o pseudônimo “Pedro C.”, espero que eu possa aparecer mais. Até.

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